Gosto de viajar sozinha. Normalmente quando viajo para encontrar meu namorado fico uns dias a mais, antes ou depois para curtir as minhas maluquices. Viajar sozinho pode ser uma experiência intensa. Afinal, podemos escolher o destino, ficar no hotel que quisermos, ver as atrações da nossa lista de desejos, comer em nossos restaurantes favoritos e, geralmente, fazer o que quisermos. Parece um sonho, não é? É, mas há algumas coisas que devemos observar ao viajar sozinho, seja nas reservas, na hospedagem e refeições e, claro, nos passeios.

Pesquisa
Faça uma pesquisa profunda sobre suas opções de voos, hospedagem, passeios, transporte. Procuro por passagens aéreas com foco no aproveitamento, não vejo sentido em pagar barato e perder muito tempo viajando, seja em rotas loucas ou em longas conexões; o tempo que se perde é precioso. Gosto de acomodação bem localizada, perto de estações de trens centrais e, quando não é possível, mais perto dos meus objetivos. Também procuro por atrações mais calmas, sem deixar de considerar aquelas fundamentais. Tento encontrar a culinária local para conhecer as cores e sabores do lugar. Pedir sugestões na recepção do hotel também é bom.
Bagagem
Costumo levar apenas aquilo que consigo carregar: uma mala despachada média, uma sacola de mão e a bolsa. Sim eu despacho mala, não curto mala de cabine, pois sou baixinha e é sempre um transtorno para colocar no bagageiro de cabine; comissários de bordo não têm obrigação de fazer isso. Levo apenas o essencial. Se a viagem for longa, sempre há um meio de lavar o que for necessário. Procuro deixar espaço na mala para as “comprinhas”, e carrego sempre uma mochila (grande, mas que pode ir na cabine) para alguma eventualidade. Se você está na dúvida do que levar, procure na internet uma lista, verifique a temperatura local no período da viagem e, se puder, converse com alguém que já esteve lá na mesma época.
Tempo
É bastante tentador programar cada minuto do seu tempo e preencher o dia com tudo o que se quer fazer, comer, experimentar. Mas podem acontecer atrasos como gostar tanto de um lugar e querer ficar mais, ou o transporte público demorar mais que o previsto então, deixar um respiro entre as atividades é bem legal. Normalmente faço dois passeios, um pela manhã e outro à tarde, deixando um belo espaço para o almoço para não precisar correr de um lado para o outro. Faço uma lista do que quero fazer e vou adaptando, pois o tempo pode “virar”, por exemplo. Só não dá pra mudar quando compramos a entrada com antecedência. É por isso nunca deixo de levar um guarda-chuva na bolsa.
Plano B
Procuro ter um plano B para poder aproveitar cada momento sem estresse. Problemas com acomodação podem ocorrer, então ter uma ideia geral de outros hotéis ou afins nas proximidades é bom. E outras atrações ou restaurantes. Precaução nunca é demais.
Custos
Sempre tenho uma ideia geral de quanto vou (ou pretendo gastar), mas de repente você dá de cara com um anúncio de um show imperdível, ou gasta um pouco mais do que o previsto com transporte. Por isso é sempre bom ter uma reserva. Um cartão de crédito a mais ajuda muito, mas não se pode esquecer o spread e do IOF, por isso uma conta do tipo global é a minha dica. Na Europa, por exemplo, hoje usa-se muito pouco dinheiro vivo e tem lugares que nem aceitam mais.

Vontades
Viajar solo é uma experiência de auto descoberta e também de auto indulgência, por isso nunca deixo de incluir algo bem especial como uma noite num super-hotel ou uma refeição “naquele” restaurante, uma ida ao salão de beleza (já cortei cabelo em Florença, Paris, Londres e Copenhague) ou um passeio VIP. Se quer ir a um lugar conhecido como “paraíso dos casais”, vá. Faça aquilo que você tem vontade, sem receio de ser julgado.
Silêncio
Alguns podem achar que viajar sozinho é assustador. Afinal, estamos praticamente o tempo todo rodeados por outras pessoas. Já para alguns, encontrar um pouco de silêncio é um presente. Viajar sozinho, como disse acima, é uma experiência única, um momento só nosso, de aprimoração do autoconhecimento. O que, ao mesmo tempo, não nos impede de interagir com locais, outros viajantes. É só uma questão de momento, de vontade.
Novos amigos
Mas se quiser expandir seu mundo, conhecer outras pessoas, com diferentes backgrounds, também é bom. Hospedar-se em albergues, curtir um happy hour no hotel ou um bar local, usar tecnologia para se conectar a outros viajantes. Tudo é válido, basta a gente querer.
E se “der ruim”?
Ao viajar sozinho (ou não), é sempre essencial que se compartilhe os planos de viagem com a família, ou amigos mais próximos. Eu preparo um roteirinho com endereços e telefones de onde vou me hospedar, meu bilhete aéreo, voucher do seguro e qualquer outra informação que acho importante para aquela viagem. Gosto de acreditar que o mundo é, em geral, seguro, mas colocar minha segurança pessoal em primeiro lugar é também essencial.
Confie em você, no seu instinto. Não tenha medo de explorar, de ir a lugares fora da rota turística. Sem deixar de consultar os tardicionais sites de viagem, pesquise em sites como Amusing Planet ou Atlas Obscura por locais inusitados. Sempre encontramos uma jóia rara que poderemos compartilhar ao voltar.
Aqui na Voage somos especializados em preparar roteiros personalizados, fazendo com que sua viagem, sozinho ou não, seja exatamente como você gostaria que fosse, conhecendo aquilo que quer realmente conhecer. Fale com a gente.


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